Arquidiocese de Braga -
9 fevereiro 2018
XIII Jornada da Família desafiou a “Construir a casa sobre a rocha”
Departamento Arciprestal da Comunicação Social
Evento contou com a presença do P.e Rui Alberto, sacerdote salesiano.
Pela décima terceira vez, as Equipas da Pastoral Familiar das paróquias de S. Martinho de Brufe e Santo Adrião, do Arciprestado de Vila Nova de Famalicão, organizaram as Jornadas da Família, desta vez com o tema: "Família - Um Projecto de Vida".
O evento realizou-se na tarde do passado sábado, dia 3 de Fevereiro, no Centro Pastoral de Santo Adrião, tendo como moderador o pároco, P.e Francisco Carreira, e como convidado o P.e Rui Alberto, de 50 anos, Salesiano há 28 anos. Este orador prendeu a atenção das cerca de trezentas pessoas presentes, dada a sua experiência, já que é doutorado em teologia, com especialidade em pastoral juvenil e catequética, pela Universidade Pontifícia Salesiana, de Roma, para além de se interessar pelas pontes entre educação, comunicação e evangelização, tendo também sido professor de ERMC na Escola Salesiana de Manique e de atualmente dirigir as Edições Salesianas.
A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão fez-se também representar pelo Vereador Leonel Rocha. Além disso, entre os participantes estavam elementos de Equipas da Pastoral Familiar de várias paróquias, elementos de Equipas de Nossa Senhora, assim como um grupo de doze pares de noivos, que iniciou aqui a sua caminhada pelo Centro de Preparação para o Matrimónio.
Desta vez, o P.e Rui Alberto, para abordar o tema “Família - Um Projecto de Vida", serviu-se da carta pastoral “Construir a casa sobre a rocha” de D. Jorge Ortiga. Para além de ver no tema das jornadas a prespectiva positiva da família, o P.e Rui Alberto viu na carta pastoral “um bom instrumento para ajudar cada pessoa e, por consequência, cada família, a fazer um bom projecto de vida”. Para este sacerdote salesiano, “o projecto de vida de qualquer família passa pelo Educar para a alegria, pois educar é um movimento dinâmico de extração do que há de melhor no Homem para o fazer crescer e ser mais”. E neste tempo onde “não há capacidade nem tempo para saborear a espera, por estar mais voltado para o “apetece-me” e, portanto, para o imediato, do que para a liberdade do “eu quero”, e, portanto, para descobrir o mais certo”, o Padre Rui Alberto falou “na diferença entre o amar e o gostar, sendo que amar está no horizonte da vontade e o gostar no horizonte dos apetites. Para o efeito, não poderá faltar na construção deste projecto de vida a liberdade: amar é o que eu escolho fazer. Esta escolha produz uma alegria maior que não é um estado psicológico, mas uma experiência vital que muitas vezes convive com a dor, o luto, o desemprego... e, no entanto, isso não tira a alegria interior de viver”.
Posto isto, foi altura de dividir os participantes em 7 grupos, os quais estiveram cerca de 45 minutos em reflexão e debate sobre alguns temas relativos à preparação e vivência do matrimónio, apresentando depois em público as conclusões a que chegaram.
D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz de Braga, na impossibilidade de marcar presença nestas jornadas, enviou uma mensagem de saudação dirigida a todos os presentes, que foi lida pelo moderador: “… refletir sobre as realidades importantes, sobretudo em grupo, é um dever de todos e, particularmente, dos católicos. Não podemos viver acriticamente e guiados por meras tradições sem a mínima compreensão das realidades. Uma das realidades mais importantes é, como sabemos, a família. Dizemos que ela é a célula da sociedade e da Igreja. Ninguém ignora que, sociológica e cristãmente, dela depende a qualidade de vida das pessoas e da sociedade”. O prelado lembrou ainda “aos casais presentes a importância do projeto já assumido há muitos ou poucos anos. Se ainda não o foi, é a oportunidade para continuar o namoro e decidir para onde se quer caminhar. Fundamentalmente é saber para onde se deve caminhar”. D. Jorge concluiu a sua mensagem evocando a importância de “ter um projeto e trabalhar para que muitos outros o tenham”, pois “a esperança raiará assim no coração das famílias”.
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