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Vila Nova de Famalicão | 13 Fev 2020
Sem tempo não há educação, não há afetos...
XV Jornada da Família lembrou que "a primeira missão de qualquer família é a felicidade".
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O Centro Pastoral encheu-se para receber a XV Jornada da Família, organizada pelas Equipas da Pastoral Familiar das paróquias de Sto Adrião e de São Martinho de Brufe, Vila Nova de Famalicão. No primeiro dia do mês de Fevereiro falou-se de afetos. À mesa estavam o Padre Miguel Almeida, jesuíta e assistente espiritual da Pastoral Familiar da Arquidiocese de Braga e o casal Paula e Bruno Almeida, da paróquia de Santo Adrião, Braga, país de 4 filhos e sócios-fundadores da InFamilia (Associação de Apoio à Família, Vida e Responsabilidade Social).
No primeiro momento das intervenções, o Padre Miguel Almeida, recém nomeado Provincial dos Jesuítas de Portugal, começou por referir que os afectos são o que embrulham a educação. Elucidando que educar é diferente de ensinar e instruir, porque vai para além da ajuda a responder a estímulos ou à inserção de conteúdos. Acrescentou que educar é 'guiar para fora', ou seja, é ajudar a descobrir os princípios e valores, para serem colocados ao serviço dos outros. Isto porque o que torna a pessoa mais pessoa é a afectividade, é o encontro com o outro. O jesuíta acrescentou que o segredo para a educação para os afetos é a Alegria. É esta que ajuda a desenvolver as competências que combatem o Medo, porque este fecha a pessoa em si mesma. Terminou referindo que 'Educar é ajudar as pessoas a transformar os medos em desafios, porque a educação tem como fim último a Alegria'.
Passando a palavra à Paula e ao Bruno, estes acrescentaram que para eles foi fundamental a definição do Projeto de Vida, percebendo qual seria o sonho de Deus para a sua própria Família. Referiram ser sempre importante ordenar a vida e definir prioridades. Terminaram esta primeira parte referindo: 'sem tempo tornamo-nos desconhecidos. Sem tempo falamos, mas não escutamos. Consumimos, mas não saboreamos!'
Desta forma avançamos para um momento de pausa e de troca de primeiras impressões.
A segunda parte iniciou com um pequeno momento musical.
O Padre Miguel retomou a sua intervenção referindo que "educar é fazer crescer" e para tal dizer Não é uma expressão de Amor, porque é essencial ajudar a distinguir o que é uma necessidade e o que é um capricho. De uma forma muito clara, acrescentou que se gostar é um sentimento, então é algo que não se controla. Pelo contrário, o Amor é uma opção, uma decisão, logo está na ordem da nossa vontade, liberdade e do nosso compromisso. Desta forma educar para o Amor é educar para o Compromisso, mas também é educar para a Liberdade, para aquela que liberta o egoísmo em detrimento de um bem maior. Assim sendo, educar para os afetos é educar para um amor maior e o bom exercício da autoridade não é contrário ao afeto. Uma autoridade bem exercida educa para os afetos. O Padre Miguel encerrou a sua intervenção dizendo que "educar é elevar a pessoa a ser amada, agradecida e a sair de si mesma"
A Paula e o Bruno completaram esta ideia com os conceitos de segurança e confiança. Referindo que é importante uma autoridade com carinho e paciência, que a calma é fundamental e que o tempo é imprescindível.

Com as dicas que nos deixaram foi possível perceber que a primeira missão de qualquer família é a felicidade, para que possam iluminar o mundo.
Depois de um momento de plenário, foi tempo para saudarmos o sr. Arcebispo, que nos desafiou a sermos capazes de criar uma cultura do encontro, através de grupos de partilha e de reflexão. Desafiou as famílias presentes a encontrarem-se mais vezes para falar e partilhar a vida, a partir da Palavra de Deus, deixando-se iluminar por ela. Por fim, desafiou a a retomar a "cultura do adro". Dizia-nos que perdemos o hábito das conversas no adro da igreja, chegamos tarde à Eucaristia e saímos a correr. Com isto perdemos identificação à comunidade e por consequência a capacidade de sair para fora de cada um de nós que o Padre Miguel referia ser fundamental na construção de cada pessoa. 


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