0. Introdução

“Foi-me dado todo o poder no Céu e na terra. Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos tenho mandado. E sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos”.
Mt 28,18-19

Estando no mundo para evangelizar e anunciar a Boa Nova – como escreve  Paulo VI –, a Igreja “tem consciência viva de que a palavra do Salvador – ‘Eu devo anunciar a Boa Nova do reino de Deus’ – se lhe aplica com toda a verdade. Assim, ela acrescenta de bom grado com São Paulo: ‘Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; é, antes uma necessidade que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o evangelho, ideia sublinhada no final da grande assembleia de Outubro de 1974 ao afirmar-se: ‘Nós queremos confirmar, uma vez mais ainda, que a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja’; tarefa e missão, que as amplas e profundas mudanças da sociedade actual tornam ainda mais urgentes. Evangelizar constitui, de facto, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar, ou seja, para pregar e ensinar, ser o canal do dom da graça, reconciliar os pecadores com Deus”(EN 14).

 

A Evangelização da Igreja é estruturada em “etapas ou ‘momentos essenciais’: a acção missionária para os não crentes e para aqueles que vivem na indiferença religiosa; a acção catequética e de iniciação para aqueles que optam pelo Evangelho e para aqueles que necessitam completar ou reestruturar a sua iniciação; e a acção pastoral para os fiéis cristãos já maduros, no seio da comunidade cristã” (DGC 49). A Catequese é, pois, um momento essencial da conversão a Jesus Cristo e “corresponde ao período em que se estrutura a conversão a Jesus Cristo, oferecendo as bases para aquela primeira adesão. Os convertidos, mediante ‘um ensinamento de toda a vida cristã e uma aprendizagem devidamente prolongada no tempo’, são iniciados no mistério da salvação e num estilo de vida evangélico. Trata-se, de facto, de ‘iniciá-los na plenitude da vida cristã’”(DGC 63).

 

É neste contexto e consciencialização de evangelização num projecto permanente que emerge a importância das Equipas Arciprestais. Para elas delineamos as seguintes orientações.

 

1. Identidade e Missão

«Juntos promovemos a catequese»

1.1 - “Sentir-se chamado a ser catequista, e a receber da Igreja a missão para o fazer, pode comportar diversos graus de dedicação, segundo as características de cada um. Às vezes, o catequista pode colaborar com o serviço da catequese por um período limitado da sua vida, ou até mesmo simplesmente de maneira ocasional; apesar disso, trata-se sempre de um serviço e de uma colaboração preciosos. Todavia, a importância do ministério da catequese aconselha que na diocese exista um certo número de religiosos e de leigos, generosamente dedicados à catequese de forma estável, reconhecidos publicamente, que, em comunhão com os sacerdotes e o Bispo, contribuem para dar a este serviço diocesano a configuração eclesial que lhe é própria” (DGC 231).

1.2 - A organização da pastoral catequética tem como ponto de referência o Bispo e a diocese (Cf DGC 265). Partindo desta referência, imporá descentralizar e atender às exigências peculiares da diversidade sociológica e religiosa das paróquias.
Como princípios orientadores estabelecemos as seguintes funções das Equipas Arciprestais:
1.2.1    Ser representado pelo seu Coordenador e ser membro do Conselho do Departamento Arquidiocesano da Catequese.
1.2.2    Elaborar um Plano Estratégico para o período da missão
1.2.3    Elaborar um plano de acção anual, tendo por base o Plano Pastoral do DAC e o Plano Estratégico, que deverá ser apresentado ao Arciprestado até ao mês de Junho
1.2.4    Potenciar a catequese a nível paroquial e inter-paroquial.

2. Composição

Todos os fiéis têm obrigação de exercer apostolado, segundo a sua condição, capacidade e carisma ( Cf CD 17, DGC 219-232).

 

2.1 - A Equipa Arciprestal será constituída por:

 

2.1.1     Sacerdote delegado pelo Clero do Arciprestado, que exercerá a função de assistente;
2.1.2     Catequista Coordenador, escolhido pelo Assistente;
2.1.3     Restantes elementos, de acordo com as necessidades.

2.2 – Todos os elementos deverão ter a formação essencial para o desempenho da sua missão e ser membro activo na respectiva Comunidade.

 



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