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DACS | Braga| 6 Set 2018
Uma lua-de-mel em missão
Ela chama-se Susana Magalhães e tem 31 anos. Ele chama- se Rui Vieira e tem 30. Conheceram-se os dois em missão. A lua-de-mel é uma nova missão, começa em Outubro e dura um ano. “Pelo menos”. Vão integrar o Projecto Salama como missionários voluntários, trabalhando em Pemba.
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  © João Pedro Quesado | Braga

João Pedro Quesado | Texto e Fotos

[Igreja Viva] O extraordinário do vosso caso é o facto de vocês partirem pouco depois de celebrarem o matrimónio. Como é que surgiu essa ideia, essa vontade?

[Susana Magalhães] Nós já fizemos missão, com os Leigos para o Desenvolvimento, em São Tomé e Príncipe, no mesmo ano, em 2014 e 2015. Foi em missão que nos conhecemos e, a partir desse conhecimento, começamos a namorar. Individualmente sempre tivemos esta vocação, este espírito em nós, mas depois, em conjunto, sempre fomos falando de ir novamente, já após o casamento – não sabendo quando seria, como seria, em que condições, qual o projecto. No último ano, tudo se foi encaminhando. Conheci a Sara, conheci o CMAB, conheci o Projecto Salama, os dois decidimos fazer a formação do projecto. Entretanto já estávamos no processo de noivado e de preparação do casamento e tudo se foi encaminhando. Como já era nossa vontade partirmos em missão os dois, enquanto casal, tudo foi indo pelo melhor caminho.

[Igreja Viva] Geralmente, após o casamento, há sempre aquele período típico de namoro. O que é que vos leva a querer dar um ano das vossas vidas, ainda por cima um ano tão especial, a outras pessoas?

[Rui Vieira] O facto de ser este ano em concreto é um bocadinho por aí porque, como todos os casais, nós temos um projecto de vida de vivermos juntos, termos filhos e constituirmos uma família. Conjugado com esta vontade de percebermos se quereríamos fazer uma missão em casal ou não, acho que o ano em que fazia sentido era o ano imediatamente a seguir ao casamento. Tudo se conjugou e proporcionou nesse sentido, mas idealmente seria assim. É certo que poderá ser mais do que um (risos), mas a estar num projecto destes, seria agora, porque é o início e depois talvez não fizesse sentido estruturar uma vida cá, ter filhos e depois ir.

[Susana Magalhães] Existe toda a ideia do que é a missão e do que é o trabalho em missão, mas que não deixa muito de ser o viver a nossa vida comum, mas simplesmente num sítio diferente daquele que vivemos aqui. Claro que será fora da nossa zona de conforto, e nós não vivemos juntos, ou seja, será todo o novo ano de casamento num contexto completamente diferente daquele que até poderia ser, mas não deixa de ser isso, dar o seguimento ao percurso normal do nosso casamento mas num sítio diferente, mantendo na mesma os mesmos valores e a missão, sendo o objectivo o mesmo.

[Igreja Viva] A família, depois de um pequeno choque inicial, acolheu a ideia com alegria?

[Susana Magalhães] Sim. É o choque de não tomar o percurso normal do casamento, ter uma casa... Ter empregos estáveis e agora que é suposto, juntos, criarmos uma estabilidade familiar, agora vamos quebrar isso. E depois o lado do sentimento da família, da saudade, do ir para longe, de ir para uma zona desconhecida para eles, tudo isso custa, no início. Mas depois, e já pela experiência passada, é algo que custa no início mas depois vão-se tornando, de certa forma, orgulhosos pela decisão dos filhos, mas não deixa de ser algo que lhes custa, claro que sim.

[Igreja Viva] Encaram as saudades como um dos principais desafios que vão que enfrentar durante este próximo ano?

[Rui Vieira] Em relação ao ano em que estivemos em São Tomé, estando sozinhos, não estando em casal, sinceramente, eu falo por mim, o primeiro momento em que senti verdadeiramente saudades foi no dia de Natal. Foi esse o momento em que caí na consciência que não estava a ser um período normal, igual aos outros anos. Agora em casal... Se calhar, e falava disto numa altura com o Pe. João, que era o meu assistente espiritual em São Tomé, não é esquecer a família nem é não ter saudades, mas é tentar pôr essa parte de lado para concentrar no projecto. Por exemplo, eu não ia de propósito ao Skype – porque nós não tínhamos internet –, não fazia de propósito seis quilómetros de carro para falar com a minha família. Eu, se estivesse naquele sítio, via se eles estavam online. Mas não é que não tenha saudades. É tentar ultrapassar isso para estar concentrado. Agora, estando em casal, se calhar ainda vou conseguir mais, porque constituindo uma nova família, estamos juntos. Não é que a outra família esteja esquecida.

[Igreja Viva] O que é que vocês esperam encontrar e fazer lá?

[Rui Vieira] Sinceramente ainda não pensei sobre isso, acho que nem faz muito sentido pensar o que é que vamos encontrar. É um bocado partir confiados e confiantes. O que vamos fazer, no fundo, é trabalho na área pastoral na paróquia de Ocua e depois alguns projectos de carácter social, nomeadamente um projecto de aleitamento materno, um projecto relacionado com agricultura e um projecto relacionado com educação. Agora o que vamos fazer em concreto ainda não está acertado.

[Igreja Viva] E só vão perceber melhor quando chegarem lá.

[Rui Vieira] Sim. Por muita informação, por muita directriz, por muito papel que nós possamos ler, só percebemos o que é o trabalho efectivo quando chegamos ao terreno. Portanto sim, quando chegar lá é que consigo responder a essa pergunta do que é o trabalho em concreto.

[Igreja Viva] Uma das coisas que poderão receber em troca será um fortalecimento da vossa união?

[Susana Magalhães] Acredito na relação que nós temos e no alicerce que ela tem. E tanto é que este passo que vamos dar no dia 15 (casamento) é um passo muito consciente por este caminho que fomos fazendo e que os dois temos como sendo um passo não só de confirmação mas também de bênção e de testemunho perante todos e perante Deus, e nesse sentido só isso acho que já vai tornar mais forte, independentemente de para onde é que fossemos a seguir.

Entrevista publicada no Suplemento Igreja Viva de 06 de setembro de 2018.

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