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17 Jun 2017
A ditadura dos likes
Todos, de facto, anseiam por likes. O frenesi de os dar e receber faz com que o like seja considerado hoje como a acção on-line mais praticada no mundo. Um caso de polícia divulgado no início da última semana pela Agência France-Press oferece um retrato eloquente do que alguns fazem para multiplicar o número de likes, assim prestando uma espantosa, ainda que fraudulenta, vassalagem ao império do like.
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por Eduardo Jorge Madureira Lopes

Querer contar com mil likes era a pretensão benigna que se manifestava numa das quadras de S. João premiadas num concurso cujos resultados foram divulgados há dias (Fiz uma selfie a dançar / Em Braga no S. João / No ‘Face’ quero contar / Mil likes e um coração!). Nem todos, todavia, ambicionam uma profusão de likes com benévolas intenções. Mas seja qual for o objectivo, poucos parecem escapar a esta espécie de nova tirania que a tudo parece querer impor uma superabundância de likes, sem os quais a existência se submerge na irrelevância, a vida carece de razão de ser, os produtos não se adquirem e os serviços não suscitam o menor interesse.

Todos, de facto, anseiam por likes. O frenesi de os dar e receber faz com que o like seja considerado hoje como a acção on-line mais praticada no mundo. Um caso de polícia divulgado no início da última semana pela Agência France-Press oferece um retrato eloquente do que alguns fazem para multiplicar o número de likes, assim prestando uma espantosa, ainda que fraudulenta, vassalagem ao império do like.

A notícia dizia que três chineses foram presos na Tailândia por serem suspeitos de dirigirem uma “quinta de likes” ou uma “quinta de cliques”. O “like-farming” é, tal como o nome adoptado para designar esta nova actividade indica, “a agricultura dos likes”. Em vez de batatas, cebolas, cenouras ou hortaliças, semeiam-se e colhem-se likes. Mas onde se suporia encontrar uma actividade paciente, a de clicar no botão com a imagem de uma mão fechada e o polegar voltado para cima que se encontra nas redes sociais para assinalar que se gosta de um determinado conteúdo, os incubadores fazem nascer likes de aviário a um ritmo torrencial.

Os três “agricultores” detidos geriam um tráfego nas redes sociais chinesas para impulsionar um conjunto de vendas. Para o fazer, dispunham de 400.000 cartões SIM (os cartões usados nos telemóveis e smartphones) e cerca de 500 telefones conectados a um computador.

O trio foi preso, no domingo, num local nas imediações da fronteira cambojana. Disse a polícia que eles tinham sido contratados por várias empresas para colocar likes em produtos e serviços. Plantas medicinais, doces e uma companhia de viagens estão na lista dos beneficiários. Os homens não foram presos por causa do que faziam, mas por estarem na Tailândia a trabalhar, dispondo apenas de vistos de turismo. Ruengdet Thammana, dos serviços da imigração tailandesa, disse que eles não têm o direito de trabalhar sem uma autorização. A informação da France-Press referia que a Índia e as Filipinas são países conhecidos por hospedar esse género de espaços de trabalho, quase sempre mantidos em segredo, para gerar tráfego e receitas de publicidade adicional para os sites enganadores. Os suspeitos, agora detidos, acabaram por chamar a atenção da polícia porque raramente saíam do prédio e porque não falavam com os vizinhos. Os indivíduos ficaram em prisão preventiva.

Nas “quintas dos likes” ou nas “quintas dos cliques”, os trabalhadores são remunerados para passar o tempo a inflacionar a popularidade de um indivíduo, aumentando assim o seu prestígio, ou o de uma empresa, ajudando a aumentar as vendas dos respectivos produtos ou serviços. Assim se fortalece também a ditadura dos likes.


Fonte: Diário do Minho, 18 de Junho de 2017, p. 2.

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Ditadura  •  Likes  •  Facebook  •  Redes Sociais  •  Comunicação  •  Jornalismo
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