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Paulo Alexandre Terroso Silva | 21 Out 2017
Os fogos vistos do estrangeiro
Como foi possível haver tantos incêndios num dia? Como foi possível tão grande tragédia?
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por Eduardo Jorge Madureira Lopes

 

Terça-feira. Os incêndios portugueses estão nas primeiras páginas dos diários estrangeiros. Na do circunspecto alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung há, como habitualmente, no topo, uma única fotografia e é sobre os incêndios que o título noticia que regressaram a Portugal. Uma parte dessa imagem, mostrando dois bombeiros a combater um fogo imenso, ocupa metade da primeira página do holandês Algemeen Dagblad. Sobre a fotografia, um título que dispensa tradução: “Inferno in Portugal”. “Dezenas de mortos em centenas de incêndios florestais”, titula outro jornal holandês, de Volkskrant.

O bombeiro da manchete do colombiano El Tiempo não enfrenta um incêndio. “Um bombeiro de Vila Nova de Poiares ajoelha-se impotente durante a sua luta contra vorazes incêndios que provocaram até ontem 36 mortos, aldeias abandonadas e casas em ruínas”, diz a legenda. Os fogos nacionais estão também nas primeiras páginas de outros diários da América Latina, como os brasileiros Folha de S. Paulo e O Globo, o nicaraguano El Nuevo Diario e o venezuelano El Universal.

No espanhol ABC, o director escreve sobre os incêndios na Galiza, nas Astúrias e em Portugal, dizendo que “podemos procurar as explicações que quisermos, mas não há dúvida que o ocorrido no fim-de-semana foi orquestrado: uma planificação que pode qualificar-se de terrorista e que pretendia algum resultado ainda desconhecido”. O editorial reafirma a opinião: “Todos os indícios apontam para que esta tragédia não tenha sido fruto do acaso, mas obra de desalmados, cujo único objectivo era provocar o maior dano possível”. O título de uma enorme fotografia que ocupa as páginas seis e sete insiste: “Os pirómanos arrasam a Galiza e Portugal”. Por baixo do retrato do bombeiro ajoelhado de Vila Nova de Poiares que preenche a página nove, uma citação do primeiro-ministro espanhol: “Isto não é casualidade”. Outros textos corroboram a declaração.

Numa das páginas dedicadas ao tema, apresentam-se quatro aceleradores do desastre: a meteorologia, (“com uma seca extrema e prolongada, altíssimas temperaturas e ventos associados ao primeiro furacão que assolou o Atlântico oriental”); o incendiário (intencional ou involuntário); a falta de gestão (“a falta de gestão dos montes e de planificação territorial, o abandono rural, o caos de monocultivos florestais abandonados e a atomização da propriedade são o combustível perfeito para os incêndios”); as áreas povoadas (“nos últimos anos, os incêndios converteram-se em verdadeiras emergências de protecção civil. Os fogos em zona de interface [onde o terreno florestal comunica com áreas edificadas] são um problema crescente”).

Não é apenas no ABC, mais próximo do partido que governa a Galiza e Espanha, que se encontra idêntica imputação de culpas. Também o diário El País acredita que a origem das chamas, “como bem sabem os ambientalistas e assinalam as autoridades”, está na actividade humana e não em causas naturais, dando ainda o editorialista crédito ao presidente da Junta da Galiza que “falou de ‘terrorismo incendiário’”. O editorial não deixa de deplorar a falta de prevenção, referindo que 80% do orçamento vai para a luta contra o fogo, sendo apenas 20% gasto na prevenção.

O jornal El Mundo, igualmente em editorial, refere que “não se pode assacar esta onda a uma sequência acidental, mas a uma tendência incendiária homicida”. Não foi o acaso a ditar o elevadíssimo número de fogos ocorridos no mesmo dia. O editorialista pede uma tripla resposta susceptível de “impulsionar um modelo florestal sustentável e travar o monocultivo do eucalipto”; “ser implacável na hora de perseguir os que, de forma individual ou organizada, atentam contra o meio ambiente”; “estabilizar as formações que trabalham nas tarefas de extinção”.

“Para cúmulo”, afirma o decano-presidente do Colégio Oficial de Engenheiros Técnicos Florestais, “chega um momento em que algumas pessoas continuam a fazer o que é costume, chegar fogo em zonas de matagais e de cultivos com múltiplas intenções, antes que cheguem a chuva e o frio”. O especialista reclama uma nova formulação da gestão do território. Sem ela pouco faremos contra os incêndios, por muitos meios e recursos que se ponham ao serviço da sua extinção.

Isto é um inferno na Terra” é o título da reportagem colocado sobre a fotografia dos dois bombeiros portugueses enfrentando o fogo desmesurado que ocupa toda a página 31. “Mais de 130 incêndios na Galiza, 30 nas Astúrias e cerca de 500 em Portugal roubaram a vida a quatro pessoas em Espanha e a 38 no país luso. Nem a Polícia, nem as autoridades duvidam que são intencionais e já falam de ‘terrorismo incendiário homicida’”, lê-se no primeiro parágrafo. Na página 35, há uma referência ao avanço das chamas em direcção à cidade de Braga.

Apesar de tantas explanações, observa a revista GQ que o pior dos incêndios são “as vítimas, o custo ambiental e a frustração de não compreender o que está a suceder”. Ou seja: como foi possível haver tantos incêndios num dia? Como foi possível tão grande tragédia?

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