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Boletim Paroquial
Boletim 334 - XIII Domingo do Tempo Comum - Ano C - 30-06-2019
Crónica para o XVIII Domingo do Tempo Comum - Ano C - 4 de Agosto de 2019

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XVIII Domingo do Tempo Comum

«…a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens.»  

Dependente… aquele que depende de algo ou de alguém!
Dependência… a fórmula mágica que nos prende a certas coisas ou a certas pessoas!
Depender… ato de permanecer acorrentado a bens materiais, a sentimentos bons ou menos bons!
Não queremos depender seja do que for e de quem quer que seja!
A Dependência raramente é positiva e ser dependente retira-nos a liberdade totalmente.

Viver para o mundo, para ser reconhecido pelo mundo, é uma dependência:
«Vaidade das vaidades – diz Coelet – vaidade das vaidades: tudo é vaidade.»
Especialmente, quando o que fazemos é para o nosso interesse, para a nossa realização pessoal,
sem que haja um motivo para a promoção do bem comum.
Caímos no desespero, esquecemo-nos que: «Vós reduzis o homem ao pó da terra…»
Quando pensamos que somos livres, que podemos viver para nós próprios, para atingirmos as nossas metas,
afastamo-nos de Deus, do seu projeto e não somos capazes de concretizar o sábio conselho de S. Paulo:
«…fazei morrer o que em vós é terreno:
imoralidade, impureza, paixões, maus desejos e avareza, que é uma idolatria.»

Fechamo-nos na mentira do brilho do ouro, do ter mais, das riquezas temporais,
que hoje estão no meu bolso e amanhã estarão no teu!

Hoje, no 18º domingo do Tempo Comum, do ano C, S. Lucas interpela-nos com a velha questão do Ser ou do Ter!
O que pesa mais na nossa vida: “Eu tenho uma casa com 6 assoalhadas!”
Ou: “Eu sou o porto de abrigo dos meus filhos?”
O Mestre responde: «Vede bem, guardai-vos de toda a avareza…»
A sociedade em que vivemos abandona-nos neste querer obstinado e louco, da avareza, da vaidade…
Esta dependência mordaz, que é velhinha e acompanha o mundo desde o início dos tempos,
alimenta-se da nossa capacidade de ser mais e mais ambicioso.
Aniquila a palavra “Partilha” do nosso dicionário: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo».
Transforma a nossa vida num rebuscado plano que envolve contar algo:
metros nas frações, espigas no celeiro, moedas no mealheiro, sapatilhas no armário,
idas mensais ao restaurante, telemóveis topo de gama, viaturas na garagem…
E… desprezamos que a nossa vida só é nossa, até quando Deus quiser:
«Insensato! Esta noite terás de entregar a tua alma.»

Não vivas preso ao tempo que passou, nem ao que já possuíste.
Muito menos penses no que poderias ter tido,
porque o mais importante é o que tens e és agora!
Valoriza o pouco e agradece com o coração aberto.
Aquilo que não te satisfaz a mente, arranca muitos sorrisos na face de tantos insatisfeitos como tu.
O que será mais belo do que o brilho de um olhar?
Reluz muito mais do que um diamante, e é gratuito, genuíno, transparente, quente…

Esta dependência humana de livrarmo-nos de Deus, para alcançarmos a velha prisão do consumismo desmedido,
é uma vaidade que exibimos como o maior feito da nossa vida!
Não te juntes a esse metro quadrado da terra.
Amanhã, podes já não estar aqui e «O que preparaste, para quem será?»
Pensa que: O silêncio que fizeste, quando partilhaste a dor do teu amigo, será lembrado.
O beijo, o abraço, o toque, a palavra, o gesto, o teu: “Eu estou aqui!”… esta é a tua herança!
e será uma dependência para quem ficar sem a tua presença!!!
O que tem forma física… será apenas mais um motivo para discutir e perguntar: “Onde vamos colocar isto?”
Mas, o que tu és (o que tu foste para os outros) será sempre a tua maior riqueza aos olhos de Deus!
 

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Paróquia da Lapa | Póvoa de Varzim| 13 Ago 2017
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Foi um sono de Luz

 

Foi um sono de luz, o seu último sono.

Foi um dia de sol, o seu último dia.

Não foi de tarde, numa tarde de abandono.

Foi de manhã, em manhã de sinfonia.

 

Ó Senhora da Assunção

Guardai o meu coração.

Quero contemplar teu rosto

Como se eu fora criança.

Ó Senhora da Assunção

Ó minha Mãe, minha esperança     

 

Sim, eu creio que Vós, gloriosa, subistes

Ao palácio imortal do Senhor, Rei dos reis.

Vós sois Rainha, a Rainha que desceis Todos os dias aos caminhos dos olhos tristes.

 

Estrofe

Quando o primeiro sol vestiu a luz doirada

Na mansão tumular da Virgem, que dormia.

O seu sepulcro já não era gruta fechada

Mas um sacrário de esplendor que se abria.

Estrofe

E que mesmo na glória já em plena aurora

E que mesmo do Céu no fulgor mais profundo

Porque Vós sois nossa Mãe, Nossa Senhora

Também olhais para as lágrimas do mundo.

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