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Boletim Paroquial
Boletim 359 - Domingo Sagrada Família - Ano A - 29-12-2019
Crónica para o I Domingo do Advento - 1 de Dezembro de 2019

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I Domingo do Advento - Ano A

«…até que veio o dilúvio, que a todos levou.»

“Pelas nações do mundo inteiro e seus governos,
para que, abandonando os caminhos da guerra, convertam as armas em instrumentos de paz…”

Se a Fidelidade a Deus, fosse vivida intensamente na nossa vida,
a única arma que existiria, seria a Esperança de que o Amor tudo suporta!

Quando levantamos os olhos para o alto e não é a Deus quem queremos alcançar e servir,
o dilúvio deste mundo (que não faz brotar da terra árida e seca o Amor) abandona-nos num assustador desalento.
O regaço do Pai faz-nos agarrar àqueles a quem muito amamos: à nossa família!
É com eles que descobrimos que Ser instrumento de Paz é iminente para a nossa alegria.
É na Fidelidade ao berço, na nossa casa, que encontramos a melhor forma de Ser Missão!

O profeta do Advento, Isaías, aponta-nos esse caminho de Esperança:
«Converterão as espadas em relhas de arado e as lanças em foices.
Não levantará a espada nação contra nação, nem mais se hão-de preparar para a guerra.»

S. Paulo fielmente inquieta e incentiva cada um de nós a Ser caminho para os outros:
«Abandonemos as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz»
Que bom seria se todos abríssemos o peito,
para rezarmos a uma só voz, esta estrofe pequenina e sentida do Salmo 122:
«Por amor de meus irmãos e amigos, pedirei a paz para ti.
Por amor da casa do Senhor, pedirei para ti todos os bens.»
,
Seríamos Luz… seríamos Paz… seríamos Esperança!

Hoje, iniciamos mais um Ano Litúrgico, o I domingo do Advento,
do Tempo que nos prepara para Aquele que vem!
O Ano A tem como Evangelista S. Mateus, o cobrador de impostos (decerto era um distraído nato…),
aquele que descreve o apelo do Salvador ao nosso estado de alerta máximo:
«…se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão,
estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa.»

Este nosso velho hábito de pairar desatentos pela terra,
um dia, ainda nos leva para o centro de um tornado e, como estamos longe da Arca, seremos tomados!
Jesus vem para que os Seus passos, as Suas pegadas, sejam como um rasto que devemos seguir, sempre!
Foi com o Messias que a aliança mais bela se fez Carne.
O Cristo abriu os nossos olhos para a importância que a Paz deve emitir na nossa vida.

Durante estes próximos 4 domingos, a nossa derradeira Missão é:
Ser Esperança na dor! Ser Fé na confusão! Ser Amor no abandono!
Ser Luz no silêncio! Ser Coragem no desânimo! Ser Fidelidade na Família!
Repara como a Paz prospera,
quando os irmãos amam, verdadeiramente…
quando marido e mulher escutam a mesma melodia…
quando os pais respiram o mesmo ar dos filhos…
quando as únicas armas utilizadas são o diálogo, o carinho, a escuta, o abraço!
Juntos… na mesma Arca, onde quem reina é (só) o Deus de Jacob, a felicidade será um dado adquirido!

Levanta-te! Molha-te…
Não permaneças desprevenido, com a cabeça na terra e os pés no ar!
É tempo! Prepara-te para acolher um desafio que estremecerá com as prioridades do teu tempo.
Tu és instrumento de PAZ… aceita a Missão e converte, primeiro, o teu coração
para que os outros vejam em ti Luz, Bondade e queiram ser como tu…
Como tu és Fiel e segues O Menino que vem com o dilúvio do Amor! Levanta-te e molha-te…

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Padre Duarte Nuno Rocha | Póvoa de Varzim| 13 Fev 2019
MENSAGEM DA COMISSÃO EPISCOPAL DO LAICADO E FAMÍLIA PARA O DIA DOS NAMORADOS
14 de FEVEREIRO de 2019
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MENSAGEM DA COMISSÃO EPISCOPAL DO

LAICADO E FAMÍLIA PARA O DIA DOS NAMORADOS

14 de FEVEREIRO de 2019

 

Há encontros que marcam a vida. O namoro pode proporcionar um conjunto de momentos fundadores de uma relação para toda a vida e pela qual se dá a vida.

A relação entre namorados é, por si mesma, dinâmica, pois trata-se desde o princípio, de uma tríplice descoberta: Quem sou eu? Quem és tu? Quem somos nós?

Conhecermo-nos é muito mais do que apreender as características de cada um, pois a vida é muito mais do que a nossa psicologia e a nossa biologia. A relação acontece com beleza e profundidade, quando partilhamos escolhas, sonhos e projetos. Só poderemos caminhar, se seguirmos pelo mesmo caminho e resolvermos juntos as dificuldades das encruzilhadas que vamos encontrando na vida.

O tempo do namoro é decisivo, porque leva à descoberta da beleza do amor pela dádiva da vida, por isso, requer tempo, delicadeza e seriedade, que geram confiança, estima e respeito. É, por isso, que o Papa Francisco nos lembra que “aprender a amar alguém não é algo que se improvisa”. 

Neste sentido, preocupa-nos a crescente violência no namoro porque compromete um projeto familiar alicerçado no verdadeiro amor.

Neste “Dia dos Namorados”, festejado sob a invocação de São Valentim, um santo da península itálica, do século III, que, segundo a tradição, teria apoiado os jovens com vocação ao matrimónio a casarem-se, contra as ordens imperiais, que os queria livres para funções militares, a Igreja saúda-vos e acompanha-vos com esperança, pois conta convosco para a constituição de novas famílias fortes na fé, na alegria e no amor fecundo, na certeza que é assim que Deus vos sonha e deseja contar convosco, pois “não há maior amor do que dar a vida pelo amigo”.

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