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DACS | 7 Out 2015
Sínodo: liberdade, humildade e a pesca em mar aberto
Os pontos do "Instrumentum Laboris" já foram todos abordados pelas várias Congregações Gerais.
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Dia 2: Uma visão alargada

Este é o terceiro dia do Sínodo dos Bispos e, até agora, o clima vivido entre os mais de 400 participantes é de “abertura” e “franqueza”.

Na Conferência de Imprensa de ontem, dia 06 de Outubro, o arcebispo Claudio Maria Celli, presidente da Comissão para a Informação do Sínodo, afirmou que a assembleia tem uma visão ampla, respirando-se “um ambiente de Igreja Universal e não de «gueto»”. Celli acrescentou ainda que em relação a um dos temas mais mediáticos – o acesso à comunhão por parte dos divorciados recasados – o panorama se encontra “aberto”.

Sobre este tópico, D. Paul-André Durocher, arcebispo de Gatineau, Canadá, participante na mesma conferência, disse aos jornalistas que há uma certa “diferença de opiniões” entre os bispos sobre a natureza “doutrinal” ou “pastoral” da questão.

A conferência de imprensa contou com os responsáveis pela informação em várias línguas, incluindo o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, que referiu que “o Papa Francisco convidou todos os participantes a não reduzirem os temas do Sínodo à comunhão dos divorciados e recasados.” O Sumo Pontífice sublinhou também a importância dos contributos dos grupos de trabalho (Círculos Menores) para a elaboração do relatório final sobre a família.

Seguindo o repto de Bergoglio, os participantes do Sínodo abordaram nas reuniões gerais, desde segunda-feira, a imigração, as dificuldades da Igreja no Oriente associadas às perseguições, a violência doméstica e social (em particular sobre as mulheres), a exploração infantil, a pobreza e o conflito. O tema da linguagem também surgiu, com o foco apontado para a forma como a Igreja fala aos homens e à família hoje em dia. “Falou-se de uma linguagem apropriada, até para evitar impressões de julgamentos negativos em relação a situações e pessoas”, indicou Lombardi. Durocher sublinhou que quase todos os 36 pontos da primeira parte do Instrumentum Laboris foram abordados nas discussões do Sínodo.

Os trabalhos em curso têm procurado sublinhar a força do casamento e da família. A preparação para o matrimónio e o papel dos sacerdotes nesta questão - “indispensável e absolutamente necessário”, de acordo com o padre Rosica – foram algumas das questões debatidas. Celli corroborou esta ideia mas acrescentou que os bispos não falaram apenas de matrimónios religiosos, mas também de casamentos e de famílias com uma visão alargada.

Vários participantes da América Latina, como Ferrauto, alertaram para “pressões económicas” que pretendem impor princípios da “ideologia do género”.

A possibilidade de recorrer à absolvição geral, como complemento à confissão individual durante o Jubileu da Misericórdia, foi uma das propostas ouvidas durante os trabalhos.

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, reafirmou que os membros da assembleia são “livres” para falar à imprensa ou publicar os seus discursos, mesmo que a sala de imprensa da Santa Sé não o faça.

Dia 3: Falar com liberdade, ouvir com humildade

“O Papa Francisco pediu para não ceder à hermenêutica conspirativa que é sociologicamente débil e espiritualmente não ajuda”. A mensagem foi ontem publicada no Twitter pelo jesuíta Antonio Spadaro e hoje as perguntas não se fizeram esperar. “Devemos evitar pensar nos outros como alguém que conspira contra nós, mas trabalhar pela unidade entre os bispos”, afirmou D. Charles Chaput, arcebispo de Filadélfia, EUA, confirmando que o Papa alertou os participantes da Assembleia sobre a criação de um clima de “conspiração” que pode prejudicar o debate sobre a família. O arcebispo acrescentou ainda que os participantes devem lembrar-se que não estão no Sínodo “para ganhar alguma coisa”, mas sim para chegar à verdade que Deus deseja para a sua Igreja. “Ao mesmo tempo nunca estive num encontro da Igreja em que não há grupos que se juntam para fazer lobbying num sentido ou noutro. Isso está a acontecer, garanto-vos, mas é o que acontece quando as pessoas se juntam, e não nos devemos surpreender nem escandalizar por isso, desde que seja feito de forma transparente e honesta", confirmou.

Já D. Laurent Ulrich, arcebispo de Lille, França, voltou a corroborar a ideia de que no Sínodo “cada um diz e pensa aquilo que entende”, tendo como objectivo um “trabalho comum”. “A Igreja Católica valoriza a unidade, mas também deseja que as diferenças culturais sejam assumidas e que todos se possam expressar livremente”, afirmou.

Apesar do clima aberto e honesto que se pretende, o arcebispo de Filadélfia admitiu que também é necessário determinado cuidado com a linguagem, sobretudo em questões mais delicadas como as uniões homossexuais: “é necessário encontrar uma linguagem que acolha e não magoe”.

D. Salvador Piñeiro, arcebispo de Ayacucho, Peru, resumiu o apelo de Francisco à unidade apesar da diversidade numa única frase: “falar com toda a liberdade e ouvir com toda a humildade”. Piñeiro foi também o autor de uma das frases mais marcantes da conferência, desta feita sobre a evangelização: “não precisamos de lançar redes num aquário, mas sim em mar aberto.”

Outra das preocupações relatadas na conferência e presente na assembleia é a da necessária reflexão “universal” não meramente ocidental.

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