Arquidiocese de Braga -
28 junho 2026
XIV Domingo do Tempo Comum
Celebrar em comunidade
Itinerário simbólico
Arranjo floral com flores brancas.
Sugestão de cânticos
[Entrada] Exulta de alegria no Senhor – M. Carneiro
[Apresentação dos dons] Aprendei de Mim, que sou manso – C. Silva
[Comunhão] Vinde a Mim – F. Silva
[Final] A vida só tem sentido – H. Faria
Eucologia
[Orações presidenciais] Orações do Domingo XIV do Tempo Comum
[Prefácio] Prefácio da Oração Eucarística para diversas necessidades IV
[Oração Eucarística] Oração Eucarística para as diversas necessidades IV
[Bênção] Bênção solene para o Tempo Comum IV
Catequese Mistagógica
Liturgia da Palavra
O episódio de Jesus com os discípulos de Emaús já nos permite perceber que as Sagradas Escrituras fazem parte da derradeira mesa que nos alimenta e nos santifica, mas na qual podemos identificar dois momentos: a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia.
No que respeita à mesa ou Liturgia da Palavra, podemos dizer que começa após a oração da coleta e termina com a oração universal. Envolve, por isso, o momento das leituras bíblicas, que nos domingos e solenidades tem uma primeira leitura (habitualmente do Antigo Testamento ou, no Tempo Pascal, do livro dos Atos dos Apóstolos), um Salmo Responsorial, e uma segunda leitura, retirada do Novo Testamento, a aclamação ao Evangelho e o Evangelho, a homilia, a profissão de fé e a oração dos fiéis. Em determinadas solenidades, está sugerida ainda a sequência, após a segunda leitura.
A Liturgia da Palavra é uma mediação do mistério de redenção e salvação de Deus e torna-se, por isso, alimento espiritual para todos os crentes. Deus quer falar ao coração de cada um! Pela palavra proclamada, Cristo torna-se presente no meio dos seus fiéis, daí que seja fundamental que este momento seja devidamente preparado por todos os intervenientes, respeitando aquilo que deve ser proclamado, cantado, exortado, rezado e meditado em silêncio.
Ministérios Litúrgicos
Nesta Eucaristia, sugerimos valorizar o ministério de leitor. Para isso, os leitores da celebração poderiam fazer parte da procissão de entrada da celebração e poderiam permanecer junto (ou perto) do Ambão, não só para a proclamação das leituras, mas ao longo de toda a celebração, integrando também a procissão final. Pretendemos assinalar a proximidade que deve existir entre quem exerce este ministério e as Sagradas Escrituras, enquadrados no todo que é a Eucaristia.
Momento celebrativo a destacar
Antes da proclamação da Palavra, sugerimos a leitura da seguinte admonição:
Sentamo-nos e abeiramo-nos agora da mesa da Palavra. Servimo-nos das palavras dos Papas Bento XVI e do Papa Francisco, para perceber que “há uma ligação muito forte entre a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia: a partir das duas mesas, a Igreja recebe e oferece aos fiéis o mesmo e único Pão de vida” (Papa Bento XVI). “O encontro com Jesus nas Escrituras conduz-nos à Eucaristia, onde essa mesma Palavra atinge a sua máxima eficácia, porque é presença real d’Aquele que é a Palavra viva” (Papa Francisco). Escutemos atentamente esta Palavra, com os ouvidos abertos, para que Ela chegue ao nosso coração e daí passe às nossas mãos.
Evangelho para todos
Santo Agostinho escreveu no seu livro Confissões que “só se ama aquilo que se conhece”. Por isso, todos nós, se queremos amar a Deus, primeiro temos de fazer esse “esforço” por conhecê-l’O. Jesus dá-nos hoje preciosas dicas, para que possamos conhecer Deus, pois afirma que “ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Por isso, o caminho para amarmos a Deus, passa por aprendermos a amar o Seu Filho, Jesus Cristo.
Jesus ainda nos dá um sinal de esperança quando nos diz que Deus se revela aos “pequeninos” e não aos “sábios e inteligentes”. Como é óbvio, Jesus não faz nenhum apelo à ignorância, mas a que aprendamos que, para Deus, mais importante do que as nossas capacidades intelectuais ou físicas, são a nossa capacidade de abrirmos o nosso coração ao Seu mistério, colocando a nossa vida ao serviço dos Seus valores, dos Seus ensinamentos, dos Seus mandamentos.
Oração Universal
V/Caríssimos irmãos e irmãs: oremos ao Senhor, que nos deu a força do Espírito para fazermos morrer as obras da carne, e, em nome de toda a humanidade, invoquemo-l’O, dizendo:
R/ Ouvi, Senhor, a nossa oração.
Pelo Papa Leão XIV, pastor dado por Deus à sua Igreja, pelos bispos, presbíteros e diáconos a ele unidos na caridade e por cada uma das dioceses onde trabalham, oremos.
Pelos cientistas e homens cultos que não creem em Deus, por aqueles que O procuram, mas não O encontram, e pelos pequeninos, a quem Jesus revela o Pai, oremos.
Pelos que andam cansados e oprimidos, pelos que vivem dominados pelo medo e pelos que se deixam conduzir pelo Espírito, oremos.
Pelos que exultam de alegria no Senhor, pelos que oferecem a Cristo a própria vida e pelos que lutam contra o mal e a guerra que os rodeiam, oremos.
Pelos que se alimentam do pão que vem do Céu, pelos que bendizem o Senhor dia após dia e pelos defuntos que O amaram e serviram, oremos.
V/ Senhor, que na palavra proclamada neste dia nos revelais a mansidão do vosso Filho, o Salvador que veio ao nosso encontro, ensinai-nos a louvar o vosso nome e a exaltar-Vos como nosso Deus e nosso Rei. Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Ámen.
Encontrar o Pão na Palavra
Meditação Eucarística
A Eucaristia é o sinal supremo da humildade do Verbo de Deus. Humildemente, o Senhor esconde a sua glória sob sinais comuns de pão e vinho, para se tornar acessível pela fé. No Pão, reconhecemos também a humildade do Verbo suspenso na Cruz. A Eucaristia revela uma condescendência divina extraordinária: Cristo não apenas morreu pelos homens, mas permanece disponível a todos; Ele desce à terra e faz-se pão para os famintos. Na Eucaristia, Jesus continua a humildade da Encarnação e da Cruz, fazendo-se alimento para a vida do mundo. Mas a humildade não é um troféu, mas antes um exemplo: “aprendei de mim…”. A humildade do Pão que recebemos é convocação para que sejamos nós humildemente Pão para o mundo.
Sair em missão
Oração
Cristo Jesus,
cujo coração manso e humilde não tem comparação,
torna o coração da humanidade semelhante ao Teu,
para que em todo o tempo e lugar a paz seja alcançada.
Ensina-nos a dar consolo e conforto
aos que andam cansados e oprimidos,
para que também sejamos um sinal do Teu amor.
Ámen!
Missão da Semana
Ler várias vezes o Evangelho desta semana na oração pessoal, meditando na seguinte questão: no concreto da minha vida, como posso ser manso e humilde de coração à imagem de Jesus?
Download de Ficheiros
a_comum_14.docx
Pão na Palavra
1920x1080_tc_14.jpg
1080x1920_tc_14.jpg
1024x768_tc_14.jpg
Partilhar