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DACS com LUSA/Agência ECCLESIA | 17 Jan 2020
"Facendo Caminho" une Norte de Portugal e Galiza para promover Caminho de Santiago
O “Facendo Caminho” prevê ainda a criação de um software de produção da cartografia, guias de boas práticas da gestão dos Caminhos de Santiago, e acções de promoção e de comunicação.
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O Turismo do Porto e Norte de Portugal e o Turismo da Galiza apresentaram esta Quinta-Feira o projecto “Facendo Caminho”. O objectivo é consolidar as rotas do Caminho de Santiago, valorizando o património e a natureza.

Na apresentação do projecto – que decorreu no auditório do Paço Episcopal do Porto –, os responsáveis afirmaram que para isso é necessário impulsionar o Caminho como recurso patrimonial e natural trans-fronteiriço, capaz de gerar actividades turísticas e económicas que contribuam para o desenvolvimento socio-económico do território”.

Nava Castro, director do Turismo da Galiza, o Ano Jacobeu de 2021 e a abertura da Porta Santa – já este ano – serão uma oportunidade para um reposicionamento turístico entre Portugal e Espanha.

“Queremos que este projecto ajude a aprofundar os vínculos que já existem entre as duas regiões para gerar oportunidades de emprego em municípios que às vezes só têm 800 ou mil habitantes”, declarou, recordando que dois caminhos portugueses – o Caminho Português da Costa e o Caminho Português do Interior — são o segundo e terceiro mais utilizados pelos peregrinos para chegar até ao túmulo do apóstolo Santiago, depois do Caminho Francês.

Melhorar as condições para a gestão conjunta e de afluência turística aos Caminhos de Santiago, promover a participação da comunidade local na conservação e protecção dos percursos e incrementar a melhoria do conhecimento sobre os caminhos são outros objectivos do projecto.

O “Facendo Caminho” prevê ainda a criação de um software de produção da cartografia, guias de boas práticas da gestão dos Caminhos de Santiago e acções de promoção e de comunicação.

A iniciativa conta com a parceria da Direção Regional da Cultural do Norte (DGCN) e, segundo o seu director, António Ponte, o acordo é encarado como uma forma de divulgar “a cultura e o património cultural dos caminhos e das pessoas”.

“Este projecto vem também apoiar de forma prática o decreto-lei 51/2019, que vem certificar os Caminhos de Santiago, criando um conjunto de instrumentos científicos para reforçar o decreto”, declarou, esperando que “Portugal esteja em 2021 muito mais apto a receber os peregrinos”.

Naquele decreto-lei, de 17 de Abril, pode ler-se que os Caminhos de Santiago “nasceram como caminhos de fé, mas tornaram-se vias que facilitaram o intercâmbio cultural”.

Por eles passaram, ao longo dos séculos, incontáveis peregrinos de todos os países da Europa, contribuindo substancialmente para o intercâmbio de pessoas, ideias e bens, acrescenta o documento. Segundo Nava Castro, chegam a Santiago de Compostela, na Galiza, peregrinos de “180 nacionalidades distintas”.

O projecto vai decorrer até dezembro de 2021 e tem como parceiros a TPNP (beneficiário principal), a DRCN, o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galiza/Norte de Portugal e a Turismo da Galiza.

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