Arquidiocese de Braga -

3 dezembro 2021

D. José Cordeiro nomeado Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas

Fotografia

D. José Manuel Garcia Cordeiro nasceu a 29 de Maio de 1967, em Vila Nova de Seles (Angola).

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O Papa Francisco acaba de anunciar a nomeação de D. José Cordeiro como Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas.

D. José Manuel Garcia Cordeiro nasceu a 29 de Maio de 1967, em Vila Nova de Seles (Angola).

Vindo para Parada, Alfândega da Fé, Portugal, com a família em 1975, frequentou o Seminário Menor da Diocese de Bragança-Miranda; admitido ao Seminário Maior, seguiu os estudos filosófico-teológicos na sede do Porto da Universidade Católica Portuguesa.

Após receber a Ordenação presbiteral a 16 de Junho de 1991, foi incardinado na Diocese de Bragança-Miranda.

De 1991 a 1999 foi Pároco, formador no Seminário Diocesano e Capelão do Instituto Politécnico de Bragança.

De 1999 a 2001 frequentou o Pontifício Ateneu de Santo Anselmo, em Roma, obtendo a Licenciatura em Liturgia.

Em 2004 obteve o Doutoramento em Liturgia no Ateneu de Santo Anselmo, em Roma.

De 2001 a 2005 foi Vice Reitor do Pontifício Colégio Português, em Roma, e de 2005 a 2011 foi Reitor do mesmo Pontifício Colégio.

De 2004 a 2011 foi Professor no Pontifício Ateneu de Santo Anselmo, em Roma.

No dia 18 de Julho de 2011 foi nomeado Bispo de Bragança-Miranda, recebendo a Ordenação Episcopal a 2 de outubro de 2011.

Desde 2016 é membro da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

No âmbito da Conferência Episcopal Portuguesa: desde 2014 é Presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade; desde 2017 é Vogal do Conselho Permanente e desde 2018 é Delegado aos Congressos Eucarísticos Internacionais.

No dia 3 de Dezembro de 2021 é nomeado Arcebispo Metropolita de Braga.

 

 

“Ad docendum Christi mysteria”

 

Descrição heráldica

Escudo peninsular português redondo, mantelado em curva. O primeiro flanco de azul com uma estrela de prata de 5 pontas; o segundo de verde com um grão de amêndoa de ouro. Mantel de vermelho com um cordeiro de prata, aureolado a ouro, sobre um livro de ouro, aberto, e sustendo um lábaro de prata carregado de uma cruz de Cristo, hasteado de azul e rematado por uma cruz de ouro.

Escudo sobreposto a uma cruz processional de ouro, trifoliada, cravejada com 1 rubi no centro e em cada uma das extremidades das hastes.

Encimado por um chapéu episcopal de verde, forrado a vermelho, do qual pendem 2 cordões, um de cada lado do escudo, de 6 borlas cada, postas 1, 2, 3, tudo de verde.

Sotoposto ao escudo, um listel de prata com o moto Ad Docendum Christi Mysteria (Para Mostrar os Mistérios de Cristo), em letras maiúsculas, de verde. 

  

Significado das cores e símbolos heráldicos

As peças, cores, e metais heráldicas pretendem aludir:

A estrela de prata em céu azul, a Nossa Senhora, estrela da Nova Evangelização, e à universalidade do amor gratuito de Deus representada na Stella Maris, ou Stella Matutina, de 5 pontas (os 5 continentes). 

A cor verde em que se inscreve o Grão de Amendoeira pretende acentuar, por um lado, a grande Esperança e por outro o mundo dos homens, o verde dos campos de que ressaltam, na Diocese de Bragança-Miranda, em especial as amendoeiras em flor. Simbolizando o seu grão a obra escrita pelo seu prelado “ O Grão de Amendoeira”.

Com a cor vermelha pretendeu aludir aos valores da fidelidade, do testemunho e do socorro aos oprimidos. A representação do Agnus Dei, o cordeiro pascal sobre as Escrituras significa Cristo, o único mistério de Deus, ou melhor ainda, a palavra de Deus contida nas Escrituras, o livro aberto pelo Cordeiro na liturgia. Este símbolo permite-nos aludir ao apelido familiar do novo Bispo, seguindo-se, assim, o secular costume de conseguir a identificação do prelado através da inclusão nas Armas de Fé, de heráldica familiar ou do apelido com que nasceu.

O chapéu episcopal, com as suas cores, cordões, número e ordem das borlas é o correspondente à representação heráldica do Timbre dos Bispos.

A Cruz Processional é a simples, como compete aos Bispos, e não a de dobre haste, correspondente às cruzes cardinalícias ou papais.