Arquidiocese de Braga -
9 fevereiro 2026
D. José Cordeiro reforça missão do Conselho Pastoral numa Igreja cada vez mais sinodal
Carla Esteves - DM
D. José Cordeiro recordou que, nesta caminhada, todos somos importantes
O Conselho Pastoral da Arquidiocese de Braga reuniu-se, este sábado, no Centro Pastoral e Cultural, com o objetivo de melhor contextualizar e definir objetivos para a sua missão pastoral. A reunião contou também com uma parte mais formal, destinada à conclusão do processo de tomada de posse, e que incluiu a entrega de uma Provisão Canónica a cada um dos membros do Conselho Pastoral, entrega essa realizada pelo Arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, que presidiu à sessão.
O padre Sérgio Torres, primeiro secretário do Conselho Diocesano Pastoral, esclareceu que o referido órgão é composto por 52 elementos, integrando, além dos membros inerentes, pelas funções que assumem na Arquidiocese de Braga, membros escolhidos nos diversos Departamentos da Arquidiocese, e ainda, seis membros designados, nomeados pelo Arcebispo Metropolita para auxiliarem, de acordo com a sua visão, o caminho do Conselho Pastoral.
D. José Cordeiro destacou o processo sinodal que vem sendo feito na Arquidiocese de Braga e deu graças a Deus pela vocação e pela missão de cada um dos 52 membros do Conselho Pastoral Arquidiocesano, bem como pela sua realidade heterogénea, que atua em complementaridade
Recordando as palavras do Papa S. João Paulo II, há 26 anos atrás, numa das suas Cartas Apostólicas
D. José Cordeiro vincou que já então ele nos impulsionava a este caminho conjunto, a uma espiritualidade de comunhão, a que hoje damos o nome de “Sinodalidade”. Referia-se, então, em concreto, aos Conselhos Presbisterais e aos Conselhos Pastorais, sublinhando que, embora operando por via consultiva e não deliberativa, não perdem, por esse motivo, o seu sentido e importância em alguns temas.
O Arcebispo de Braga realçou que «ninguém tira o lugar de ninguém, ninguém tira o lugar do Bispo, ninguém tira o lugar do presbítero, do diácono, do leigo, da pessoa consagrada, porque cada um de nós é importante. Ninguém é imprescindível, mas todos somos importantes, porque é o Espírito Santo que age em nós».
D. José Cordeiro revelou ainda a sua satisfação por, entre os membros do Conselho Pastoral Arquidiocesano estarem muitos jovens, «pois, às vezes, o parecer melhor vem de um mais novo» e é preciso escutar todos.
«O Espírito Santo foi dado a todos de igual maneira no Batismo, e depois também consolidado no caminho espiritual que cada um de nós faz, é uma missão que o mesmo Espírito, pela mediação da Igreja, nos entrega», alertou.

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