Arquidiocese de Braga -
9 fevereiro 2026
Visita Pastoral e criação dos Conselhos Paroquiais dão vitalidade evangélica à Igreja do arciprestado de Esposende
Francisco de Assis - DM
Mais de 1500 fiéis juntaram-se na Quinta da Malafaia, para o encerramento da Visita Pastoral
Foi em ambiente festivo e acolhedor da Quinta da Malafaia, que os três bispos da Arquidiocese de Braga, acompanhados por cerca de 1500 fiéis, concluíram a Visita Pastoral ao Arciprestado de Esposende, naquela que foi a sexta etapa desta peregrinação pelos 13 arciprestados da Arquidiocese. Tanto o Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, como o arcipreste, padre Rui Neiva, mostraram-se convictos de que a Visita Pastoral e a criação dos Conselhos Paroquiais Pastorais vão dar uma nova vitalidade evangélica à Igreja de Esposende.
Na hora dos agradecimentos, o Arcebispo de Braga considerou que a Visita foi uma «bênção» para todos, incluindo para ele e para os seus bispos auxiliares, D. Delfim Gomes e D. Nélio Pita.
A cerimónia da conclusão constou de uma eucaristia festiva, excelentemente solenizada pelo coro interparoquial e na presença dos padres e fiéis das 15 paróquias daquele arciprestado; o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Carlos Silva; o presidente da Assembleia Municipal de Esposende e alguns presidentes de Junta de Freguesia, relevando, desta forma, a união daquela comunidade piscatória.
Em declarações ao Diário do Minho, o Arcebispo de Braga afirmou que «o grande exercício da sinodalidade» acontece durante as visitas pastorais e louvou o ambiente de festa que, durante a tarde, se viveu na Quinta da Malafaia, «um lugar criativo» escolhido para o encerramento da visita pastoral ao Arciprestado de Esposende.
No recinto, estiveram concentradas mais de 1500 pessoas que terminaram a jornada pastoral «num verdadeiro ambiente de esperança, de festa, de alegria, mas sempre com a cruz a iluminar-nos».
Em jeito de balanço da Visita, D. José Cordeiro congratulou-se com a criação dos Conselhos Pastorais Paroquiais, uma das estruturas da sinodalidade neste caminho que está a ser percorrido em conjunto, no caminho de Páscoa, e com a grande missão de «Levar Jesus a Todos e todos a Jesus».
O prelado explicou que os conselhos pastorais foram designados nas quinze paróquias nas cinco Unidades Pastorais já constituídas, «um processo útil para a consolidação do trabalho realizado, sendo que a completa avaliação desta visita pastoral a Esposende será efetuada em breve, retirando daí todas as suas conclusões.
D. José Cordeiro, adiantou, entretanto, que o percurso efetuado no Arciprestado de Esposende «foi muito positivo». «Todo este percurso e esta peregrinação foi uma graça, foi muito positivo. Aqui, nestas comunidades à beira-mar, sente-se uma vitalidade enorme da Igreja, das famílias, das crianças, dos adolescentes, dos jovens, dos adultos, dos mais idosos. Damos profundas graças a Deus por tudo isto que aconteceu ao longo deste mês de visita pastoral e que hoje se conclui, na visita a cada paróquia, mas também nos momentos mais significativos da abertura e agora da conclusão», argumentou o Arcebispo.
Segundo o prelado, apesar da presença massiva, que era aguardada na Malafaia, e que veio a confirmar-se, ultrapassando as 1500 pessoas, neste dia de ato eleitoral, foram reservadas só duas horas para a celebração, optando por «não prolongar o ambiente de festa, que há de acontecer noutra altura, para que ninguém se possa lamentar que não pôde exercer o seu direito e dever de cidadania de votar». Por isso na maioria das paróquias do Arciprestado de Esposende não houve celebração da Eucaristia da parte da manhã, para que todos pudessem exercer esse direito e dever, reservando duas horas da sua tarde para dar graças a Deus pelo percurso realizado.
D. José Cordeiro alertou, contudo, que «não se trata de uma conclusão, de um fim», mas antes de uma etapa» porque o caminho vai prosseguir no tempo da Quaresma e Páscoa, na iniciativa das Catequeses Quaresmais, que o Arciprestado desencadeará em cada Unidade Pastoral. «Serão cinco catequeses em torno da Bíblia, a partir da Constituição Dei Verbum, do Concílio Vaticano II e que vai continuar este caminho para que o Jardim da Esperança floresça mesmo no meio das tempestades, das inquietações, das vicissitudes que estamos a viver, mas precisamos de ser cada vez mais sinal de sal, da terra e luz do mundo, porque é hoje o grande repto do Evangelho», avançou.
Estando em comunhão com todas as pessoas que são vítimas das tempestades em tantos outros lugares do mundo, mas concretamente aqui em Portugal, e rezando por eles, com gestos concretos de proximidade, D. José Cordeiro salientou que era imprescindível «concluir esta etapa neste ambiente de alegria e de esperança».
Arcipreste faz balanço muito positivo
Por seu turno, o Arcipreste de Esposende, padre Rui Neiva, também fez um «balanço muito positivo da visitas pastorais em geral, e em particular, ao Arciprestado de Esposende, pois trouxeram a proximidade dos nossos bispos às nossas comunidades».
«Eles tiveram a oportunidade de conhecer o território, conhecerem a nossa dinâmica, estruturas físicas, igrejas, capelas, conhecer o Arciprestado, neste caso no inverno, e ter conhecimento daquilo que nos acontece no verão. Isto, porque o Arciprestado de Esposende tem uma dinâmica completamente distinta, de verão e de inverno, por causa das praias, das férias e das colónias de férias, e isso também é muito exigente para nós», afirmou o Arcipreste.
Segundo o padre Rui Jorge Neiva, o Arciprestado de Esposende aceitou os desafios que lhe foram propostos, com destaque para a criação dos conselhos pastorais, um objetivo que foi cumprido, tendo este sábado sido entregues as Provisões e os Estatutos às 15 paróquias, cumprindo assim, de resto, aquilo que a Arquidiocese vem implementan-
do em campo, rumo ao jubileu da Ressurreição, em 2033.
O padre Rui concluiu ainda que a visita pastoral e o dinamismo que esta criou levou a uma renovação de alguns movimentos, gerando uma aproximação da juventude e da comunidade em geral, levando as pessoas a assumir compromissos para as comunidades paroquiais e para a Igreja.
Partilhar