Arquidiocese de Braga -
13 abril 2026
D. Nélio Pita apela ao fortalecer dos laços nas comunidades
DM
O Bispo Auxiliar de Braga, D. Nélio Pita, apelou ontem em Padim da Graça a uma verdadeira vivência em comunidade, exortando ao reforço dos laços.
O prelado, que presidiu à Eucaristia solene da Festa da Senhora da Graça, partiu das leituras para lembrar que os Apóstolos se transformaram no encontro com Jesus Ressuscitado. A tristeza deu lugar à alegria, o medo à coragem, e nasceu uma esperança «viva e contagiante». E, se acreditarmos que Ele está presente no meio de nós, «então estes traços, a alegria, a coragem, a esperança, devem desenhar o rosto de cada membro em particular e da Igreja em geral». Para D. Nélio Pita, «uma comunidade sem alegria, sem coragem e sem esperança é aquela que permanece no caminho do Calvário e não encontrou ainda o Senhor ressuscitado».
Olhando para Nossa Senhora da Graça como modelo desta atitude, o prelado apontou Maria como «mulher da esperança e mulher corajosa», sempre presente junto dos discípulos.
Na sua homilia, o Bispo Auxiliar de Braga também falou de Tomé, o discípulo que duvidou da ressurreição de Jesus. «Na verdade, para acreditar que Jesus vive, é preciso dar alguns passos importantes, como por exemplo, é preciso estar em comunhão com os irmãos. Tomé deseja conhecer Jesus. Mas a ausência, o afastamento da comunidade é causa da incredulidade», disse. Segundo o prelado, «sem comunidade, sozinhos, estamos condenados a perder-nos em mil encruzilhadas, em diálogos com poderosos fantasmas ou mergulhar num oceano de muitas dúvidas». Por isso, sustentou, «precisamos do outro, em comunhão com ele», mesmo quando o outro «é tão imperfeito e pecador como eu». «Trabalhai para fortalecer os laços que vos unem. São laços invisíveis, mas são necessários para continuar a fazer a experiência do Ressuscitado que está na origem da nossa fé. É fácil, nós sabemos, encontrar um pretexto para virar as costas à comunidade», mas é preciso vencer essa tentação, salientou.
D. Nélio Pita exortou ainda as comunidades a estudarem a Palavra de Deus e os documentos da Igreja, sob pena de se tornarem meras organizadoras de festas ou caridade, «mas não a igreja instrumento de salvação». «Nem podemos amar uma ideia vaga. Como comunidade de batizados, precisamos de retomar constantemente os bancos da catequese para voltar a ouvir o Mestre, para aprender as lições fundamentais. Muitas delas já esquecidas ou simplesmente nunca aprendidas» disse.
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