Arquidiocese de Braga -
12 junho 2026
Clero de Braga chamado a viver configurado ao Coração de Jesus
Renata Rodrigues - DACS
O Clero da Arquidiocese de Braga esteve reunido na manhã desta sexta-feira, dia 12 de junho, para viver momentos de oração, partilha e convívio fraterno. O encontro decorreu na igreja paroquial de Riba de Ave, onde foi celebrada a Eucaristia, seguida de um almoço no salão da igreja.
“O encontro realiza-se no dia em que a Igreja celebra a Solenidade do Coração de Jesus, ocasião em que toda a Igreja é convidada a rezar pela santificação dos sacerdotes. É um momento oportuno para também nós estarmos juntos, ajudando-nos mutuamente neste processo de configuração com Cristo”, sublinhou o Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Braga, D. Nélio Pita, que presidiu à celebração. D. Delfim Gomes, Bispo Auxiliar da Arquidiocese, concelebrou juntamente com os sacerdotes presentes.
Participaram sacerdotes, diáconos, seminaristas e também membros da comunidade paroquial, que se uniram para rezar pelos padres.
D. Nélio lembrou que o clero deve tornar-se cada vez mais semelhante a Jesus, “na sua forma de ser, na sua forma de estar”. Destacou, porém, que sozinho nenhum membro do clero consegue fazê-lo. “Precisamos do apoio uns dos outros, por isso este tempo, este dia, é tão importante”, afirmou o prelado.
“Nós devemos estar juntos não apenas para trabalhar, mas também para rezar e conviver, porque somos membros do mesmo presbitério, somos irmãos — uma fraternidade que nos foi dada pelo baptismo, mas também uma fraternidade consagrada pelo sacramento que recebemos, o sacramento da Ordem”, assegurou o bispo.
Na homilia, D. Nélio afirmou que “amar exige abrir os braços e deixar-se crucificar, para que o outro seja reconhecido e valorizado como membro do meu grupo, como meu irmão”.
“Por isso, caríssimos irmãos, como grupo, como presbitério, é necessário continuar a dialogar e a aprofundar temas, mesmo aqueles que são delicados, aqueles que são terra fértil de dissonâncias, como o atual debate sobre o Estatuto Económico do Clero, ou questões associadas a problemáticas pastorais, ou ainda a Igreja que queremos ser no futuro. Que este debate não seja motivo de divisão. Evitemos o escândalo da divisão”, orientou D. Nélio aos participantes do encontro, durante o sermão.
Quanto ao papel do sacerdote no seio da comunidade e na condução dos fiéis, o bispo recordou o sentido da vida sacerdotal: “Fomos consagrados, ungidos, para servir o povo de Deus. Esta é a razão de ser da nossa vocação. Não estamos acima de ninguém, mas ao lado, como pastores que acompanham e apontam caminhos. O nosso tempo, os nossos dons e, por vezes, até o nosso corpo, pertencem ao povo”.
O bispo concluiu refletindo sobre as dificuldades da vida do clero, mas também sobre o que o motiva: “Como consagrados para o serviço de um povo, com as suas particularidades, todos nós que trabalhamos com pessoas já sentimos as agruras de ser pastores, mas fazemos-no sempre motivados pelo amor. Temos Jesus como referência fundamental. Por amor, apenas por amor”, assegurou.
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