Arquidiocese de Braga -
14 junho 2026
Novas vocações são o desejo das Irmãs Hospitaleiras nos seus 150 anos em Braga
Rita Cunha - DM
D. Delfim Gomes agradeceu o testemunho «simples e fiel» das religiosas e o contributo para uma Arquidiocese «mais humana»
«Mais vocações para continuarmos com o carisma da hospitalidade». Foi este o desejo deixado pela irmã Maria Luísa Silva, ontem, à margem da comemoração dos 150 anos da presença das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição (CONFHIC) no Asilo de São José, em Braga.
A comemoração, na Faculdade de Filosofia, reuniu cerca de duas centenas de participantes, entre religiosas de várias comunidades do país, colaboradores, residentes, familiares e amigos da instituição. O programa incluiu uma eucaristia presidida pelo Bispo Auxiliar de Braga, D. Delfim Gomes, seguida de um almoço de confraternização.
À margem, a diretora técnica da instituição destacou a importância do trabalho de acolhimento e cuidado dos mais frágeis que tem sido realizado, o qual se deve manter. «Há 150 anos que estamos aqui a prestar um serviço e a viver um carisma que queremos manter vivo: o carisma da hospitalidade, do acolhimento aos mais pobres», afirmou.
A irmã Maria Luísa Silva recordou que a presença da congregação no Asilo de São José remonta a 1876. A celebração de ontem está associada ao aniversário da fundadora, assinalado a 15 de junho, e à memória litúrgica de Santo António. Segundo a responsável, esta poderá ser a única casa da congregação que se mantém em funcionamento ininterrupto desde os seus primórdios, constituindo um símbolo da fidelidade ao carisma herdado da fundadora.
Na intervenção dirigida aos participantes, evocou as gerações de irmãs que passaram pela instituição ao longo de 150 anos e agradeceu o contributo de religiosas, colaboradores, benfeitores, utentes e famílias para a construção de uma obra que descreveu como uma «verdadeira escola de caridade».
Na celebração eucarística, D. Delfim Gomes transmitiu o agradecimento da Arquidiocese de Braga e do Arcebispo D. José Cordeiro às Irmãs Franciscanas Hospitaleiras pelo serviço prestado ao longo de século e meio. «Agradecemos cada gesto silencioso, cada sacrifício escondido, cada sorriso oferecido em nome do Evangelho», afirmou, acrescentando que a presença da congregação «tornou, com certeza, a nossa Arquidiocese mais humana e mais fraterna».
O Bispo Auxiliar destacou ainda o legado deixado pela bem-aventurada Maria Clara do Menino Jesus e a forma como o carisma da hospitalidade continua a responder às necessidades das pessoas mais vulneráveis.
Na homilia, evocando Santo António, apresentou o santo franciscano como exemplo de alguém que deixou a Palavra de Deus moldar toda a sua vida. Recordou que os cristãos são chamados a ser «sal da terra» e «luz do mundo», testemunhando a fé através de gestos concretos de serviço e proximidade. «Santo António não foi grande porque fez milagres. Foi grande porque deixou Cristo viver nele», vincou, convidando os fiéis a serem presença de esperança e luz no caminho dos outros.
No final da celebração, o presidente da direção do Asilo de São José, José Luís Cunha, recordou os 176 anos da instituição – 150 dos quais na presença das irmãs – e sublinhou a importância das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras no acompanhamento dos idosos, doentes e pessoas em situação de maior fragilidade.
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