Arquidiocese de Braga -
9 agosto 2026
D. José deseja que emigrantes se sintam acolhidos
DM
O Arcebispo Metropolita de Braga desejou ontem que os emigrantes que já chegaram, ou que ainda vão chegar nos próximos dias, para passar as suas férias se «sintam acolhidos» e «se sintam abraçados».
Em plena época de regresso às origens para milhares de emigrantes, D. José Cordeiro dirigiu uma sentida mensagem a todos os que retornam à região durante o mês de agosto. Embora ausente da Peregrinação dos Emigrantes que se realiza hoje no Santuário Arquidiocesano do Sameiro, por compromissos com a peregrinação Arciprestal de Barcelos ao Santuário da Senhora do Rosário da Franqueira, onde se celebram 550 anos de devoção Mariana, D. José Cordeiro não deixou de dirigir uma mensagem aos peregrinos emigrantes, destacando a importância de cultivar as raízes e de encontrar a paz e o sentido da vida no regresso a casa.
Nesta sua mensagem, o prelado bracarense sublinhou a natureza peregrina da vida do emigrante, frequentemente dividida entre a terra natal e o país de acolhimento. «A vida de emigrante é uma vida de peregrino. Muitas vezes não se sabe qual é a sua pátria, se é aquela onde nasceram, se é aquela onde trabalham e onde estão radicados agora, onde nasceram os filhos e os netos». Contudo, salientou, é «importante cultivar as raízes e vir à terra». «É vir à busca do sentido maior da vida, porque uma árvore, por melhores ramos que tenha, precisa das raízes para se firmar», acrescentou, realçando ainda que, por melhores frutos que essa árvore possa produzir, sem raízes não se mantém».
Na sua mensagem, o Arcebispo Metropolita de Braga sustentou que esta vinda de férias é também ela uma peregrinação, porque, a maioria deles «vêm aos santuários, e vêm aqui ao Sameiro, como em tantos da nossa Arquidiocese, agradecer e pedir a coragem, a confiança para prosseguirem a vida». Por isso, «a minha mensagem é de paz. Que se sintam acolhidos, que se sintam abraçados, que se sintam confortados no seu caminho, que se sintam abençoados e que sejam também uma bênção», disse.
D. José Cordeiro desejou ainda que os emigrantes «sejam pessoas que contribuem para a paz, no desenvolvimento do bem comum». «E, sobretudo na dignidade da pessoa humana, que nunca percam as raízes da sua fé, da sua esperança, da sua caridade, porque é isso que dá horizontes de eternidade, porque não basta só construir casa, não basta ter sucesso, não basta ter dinheiro, não basta ter família, é preciso que a vida tenha sentido até ao fim do fim, e é preciso saber viver», disse o prelado na sua mensagem para a peregrinação de hoje.
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