Arquidiocese de Braga -

9 agosto 2026

Santuário do Sameiro tem novo queimador e escultura de Nossa Senhora restaurada

Fotografia DM

DM - José Carlos Ferreira

A Confraria de Nossa Senhora da Conceição do Monte Sameiro inaugurou ontem, com a bênção do Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, o restauro da escultura do Coração Imaculado de Maria, junto ao Hotel João Paulo II, e um novo queimador de velas, que substitui um mais antigo.

As iniciativas, impulsionadas pela necessidade de segurança e pelo desejo de dignificar os espaços de devoção, foram financiadas inteiramente por benfeitores e representam um investimento significativo na conservação e modernização do recinto. O Santuário Arquidiocesano do Sameiro, o segundo centro de peregrinação Mariana mais importante de Portugal, tem, assim, desde ontem, duas novidades que visam responder às necessidades dos seus milhares de visitantes. A primeira é um novo queimador de velas, um investimento de 50 mil euros que substitui a estrutura anterior, considerada um risco de incêndio. No último verão, disse aos jornalistas o presidente da Confraria de Nossa Senhora da Conceição do Monte Sameiro, os bombeiros foram chamados ao local por quatro vezes, o que tornou a construção de um novo equipamento uma prioridade absoluta para garantir a segurança das pessoas e a preservação da área natural circundante. 

Além da segurança, o novo queimador foi concebido com uma vertente ecológica e económica. O seu design permite a reutilização da cera das velas, que anteriormente se derretia pelo chão, causando sujidade e tornando o piso escorregadio. Agora, a cera será recolhida e reaproveitada, gerando uma fonte de receita adicional para auxiliar nas «difíceis contas que o Sameiro sempre tem», explicou o cónego José Paulo Abreu. A segunda intervenção focou-se no restauro da escultura do Coração Imaculado de Maria, situada na mata adjacente ao Hotel João Paulo II. Segundo o cónego José Paulo Abreu, a escultura encontrava-se severamente degradada pela exposição às intempéries, com sujidade acumulada e a falta de uma mão, desfigurando a sua aparência. 

O restauro era um pedido antigo de muitos devotos que procuram aquele local como um refúgio para a oração íntima. «Há muito que sentíamos que era preciso fazer alguma coisa por aquela imagem, que dava um aspeto bastante gasto», afirmou o sacerdote, sublinhando a importância de «corresponder à vontade de tantos devotos que pediam que aquela imagem fosse dignificada».

O Arcebispo Metropolita de Braga, também em declarações aos jornalistas no final da inauguração destas melhorias, considerou que a escultura do Coração Imaculado de Maria e o novo queimador de velas «são marcas do percurso que é a peregrinação da vida. Da fragilidade à esperança». «A mãe da esperança é a Senhora do Sameiro, é a Senhora do Coração Aberto, tão grande que lhe salta do peito como a imagem que nós benzemos e inauguramos, e no contexto ali da ecologia integral, para nos chamar também a essa ecologia integral, que não é apenas ambientalista e cuidar da casa comum, mas é sobretudo humanista, na relação humana integral e integrada a cada um no seu quotidiano», acrescentou. Por outro lado, para o prelado, o queimador não é apenas belo, mas também forma de oração de muitas pessoas», onde a vela em cera, fruto das abelhas, é contributo para a ecologia integral.